Publicado em 02 de fevereiro 2018

Rio das Ostras encerra a Campanha do Janeiro Roxo

Departamento de Jornalismo - ASCOM

Divulgação
Profissionais da Saúde também distribuíram folhetos informativos para a população
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Campanha contou com sala de espera para orientações aos pacientes sobre a Hanseníase

Nas últimas semanas do mês de janeiro, profissionais da Saúde de Rio das Ostras promoveram a Campanha Janeiro Roxo, que chama a atenção para a Hanseníase. O encerramento da campanha aconteceu nesta quarta-feira, dia 31, no Centro de Saúde Extensão do Bosque, onde foi prestado esclarecimento sobre a doença para a população. Este ano, o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase foi celebrado no último domingo de janeiro (dia 28).

Durante a campanha foram realizadas algumas atividades em unidades de saúde do município, como sala de espera e distribuição de cartazes e folhetos informativos sobre a Hanseníase. Com o tema “Xô, preconceito! Hanseníase tem cura”, a campanha em Rio das Ostras veio para reforçar o controle e promoção de diagnóstico e tratamento corretos da doença, além de tentar acabar com preconceitos que prejudicam o trabalho de prevenção.

A coordenadora da Hanseníase em Rio das Ostras, Ruth Méia Nunes, afirmou que existe tratamento, diagnóstico e cura da doença e, em hipótese alguma, o paciente deve ter preconceito, pois a hanseníase atinge pessoas de qualquer faixa etária ou classe social.

“As campanhas vêm para esclarecer a população sobre os sintomas e prevenção. O Brasil ainda é o segundo país em caso de hanseníase no Mundo. Nos últimos três anos, tivemos cerca de 8 a 9 casos novos/ano em Rio das Ostras. Embora esteja controlada no município, é preciso dar continuidade na busca de casos de hanseníase, para detecção precoce da doença e assim evitar também as sequelas físicas no paciente”, ressaltou.

A moradora de Rio das Ostras, Sônia Regina Pereira Barros, acredita que este tipo de campanha tem uma força muito grande, pois muitas pessoas desconhecem a doença e a prevenção é de suma importância. “Já ouvi falar em alguns casos e essas informações são válidas para toda a família. Uma mancha no corpo pode desenvolver um problema maior, mas isso tem cura e quando é diagnosticado antes evitamos a transmissão”, destacou.

A sala de espera desta quarta-feira também contou com a presença da técnica da gerência de Dermatologia Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde, Marta Parente, que reforçou as orientações sobre o assunto junto a equipe do Programa de Controle de Hanseníase do município.

ATENDIMENTO – Ainda segundo Ruth Méia Nunes, as unidades de saúde têm feito salas de espera e a população tem participado bastante, tirando suas dúvidas. O objetivo é fazer um trabalho de conscientização em relação à doença, massificando as informações para interromper a cadeia de transmissão, que é respiratória. O paciente apresentando cinco manchas com dormência e sem tratamento, já transmite hanseníase para a família.

“A porta de entrada para o controle da hanseníase tem que ser a Atenção Básica. Ano passado já foi feita capacitação de profissionais de nível superior para que possam avaliar e fazer os testes, e ainda temos o suporte do Programa de Controle da Hanseníase que conta com uma equipe multidisciplinar com assistente social, enfermeiros, fisioterapeutas, médico e técnicos de enfermagem”, informou a coordenadora.

O atendimento pelo programa é feito no Centro de Saúde Extensão do Bosque, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Para consultas médicas, às segundas-feiras pela manhã e às quintas, no período da manhã e tarde.

HANSENÍASE – Doença causada pela bactéria Bacilo de Hansen, que ataca principalmente a pele e os nervos, dos braços, mãos, pernas e rosto. A transmissão se dá através de secreções respiratórias e alguns dos sintomas são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, com diminuição ou perda de sensibilidade; caroços ou inchaços no corpo; dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longos dos nervos de mãos e braços, entre outros.

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